Sabíamos que era difícil, e ainda assim acreditamos.
Ainda que tivesse a vantagem do empate, ainda era o time reserva do Ceará, diante de um São Paulo que precisava de uma vitória para afastar de vez a crise e o estigma de sumir em mata-matas.
É duro ser Sánchez. Um garoto que batalha duro para treinar, ajuda à família com seu salário, e ainda faz faculdade, como garantia de um futuro. Infelizmente, hoje Sánchez foi crucial para nossa eliminação. Espero que não desanime por isso, afinal, em qualquer hipótese, seríamos zebra.
Mais crucial do que isso, para nossa eliminação, foi a falta estúpida de Wellington Carvalho em Alexandre Pato, tirando os doispés da grama e indo na perna do jogador. Alô, Fluminense, pode pegar de volta!
Com 11, já estava foda, com 10 foi pior ainda. Sánchez fez pênalti em Carlinhos. Rogério Ceni, interminável, anotou mais um para sua recordista coleção. 1x0.
O gol do Rogério ainda não era suficiente para nos eliminar, mas depois dele, eu senti o emocional do time se esfacelar. Segurar o São Paulo com 10 seria uma tarefa hercúlea.
Os 10 conseguiram isso por mais...10 minutos. Até Thiago Mendes acertar um petardo de fora da área, daqueles que o Ricardinho passa o jogo inteiro tentando fazer e não consegue, e decretar nossa eliminação. O terceiro gol, de Pato, vai só pra estatística. Não havia mais nada a ser feito.
Se tivesse perdido o Ceará logo em São Paulo, nada haveria de ser feito, não daria 20 mil no jogo de volta. A vitória em pleno Morumbi trouxe a torcida para o Castelão, para exaltar aqueles 11 guerreiros e, quem sabe, na base do "vamo que vamo", conseguir um empate suado ou uma derrota por 1x0 que nos alçasse às quartas-de-final e nos garantisse mais R$ 690 mil.
Não deu. Mas conseguimos uma boa graninha.
Dos mais de R$ 1,2 milhão da renda de ontem, devem sobrar líquidos uns 800 mil, que somados ao dinheiro da venda de Uilliam Correa ao Cruzeiro, são R$ 2,3 milhões. Grana essa que deve, e precisa, ser usada na contratação de um volante decente para substituí-lo. Sem a vitória do expressinho no Morumbi, esse dinheiro não teria sido ganho.
A Copa do Brasil acabou para nós. Não há mais distrações agora.
Foco total no que interessa: a contratação de um bom volante, o primeiro passo para a saída da zona maldita.
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