sexta-feira, 21 de agosto de 2015

"Tua glória é lutar" nunca fez tanto sentido quanto ontem...

O Ceará desse ano me lembra bastante aquele Ceará de 2005. De mal a pior no Brasileiro e surpreendendo na Copa do Brasil.

Aquele time horroroso de 2005, que escapou por muito pouco de conhecer a Série C, sabe-se lá como despachou Paysandu, Flamengo e Atlético-MG, tendo colocado por 3 vezes público maior de 50 mil pessoas no Castelão. 

O Ceará desse ano, apesar de não ser um time tão ruim (com alguns bons remanescentes da conquista do NE, eu chamaria até de mediano), vem fazendo uma campanha desastrosa na Série B e comum na Copa do Brasil. 

Até o jogo de ontem à noite, que segundos antes da bola rolar, o mais otimista alvinegro ficaria muito feliz em perder de pouco.

Mas o futebol...o futebol é uma caixinha de surpresas!

Sim, é clichê! Mas não tem outra forma de explicar um time lanterna da Série B, de ânimos em frangalhos, com 11 desfalques, ganhar do São Paulo em pleno Morumbi, com Michel Bastos, Luis Fabiano, Pato e Ganso (que juntos ganham mais que todo o nosso elenco).

Sim, isso mesmo que você acabou de ler: O Ceará, com um time mistão, ganhou do SPFC em pleno Morumbi com time titular.

O jogo foi aquela coisa: qualidade técnica baixíssima, time levando sufoco e afastando as bolas na área na base do Deus-me-livre. Nem tinha como esperar algo diferente de jogadores que não jogavam há séculos, como Wellington Carvalho e Sánchez. Banco de reservas, aliás, todo base.

O primeiro gol foi de, enfim, Rafael Costa, e, enfim, não anulado! Cobrança de escanteio, cabeçada de Wellington Carvalho e a bola sobra nos pés do camisa 9, que chuta junto com a bola o jejum pra longe! 1x0.

Daí até os 20 do segundo tempo, pressão Sãopaulina. Luís Carlos, que fez tratamento para suas crônicas dores no ombro, voltou a ser o bom e velho Luís Carlos da Copa do Nordeste. Nada passava pelo cara.

Aos 20 do segundo tempo, contra-ataque maroto do Ceará, Fabinho derrubado na área. Pênalti! E a nosso favor! Dá pra acreditar? E mais um do Vin Diesel! Melhor noite pra tirar o caé não pode haver.

Depois, como nada é perfeito, gol do Pato. Que aliás, vem jogando muito, ao contrário do resto do time.

Os outros 27 minutos entre o gol do Pato e o fim do jogo pareciam intermináveis. Pressão, bola na área, bicão da zaga. Chute pro gol, defesa do LC. (Que agora já pode colocar o Campagnaro no banco até o fim da existência humana). 

O apito final mais comemorado desde 29 de abril. A vitória que deixa um time totalmente desacreditado, principalmente entre a própria torcida (incluindo este que escreve aqui), a um empate das quartas-de-final.

Essa vitória entra para a história, certamente, como uma das nossas mais sofridas. E esse time, pela raça que mostrou, pela vontade de ir além, merece mais do que parabéns.

Merecem no mínimo umas 40 a 50 mil pessoas no gigante, na quarta-feira, para empurrar esse time e aplaudi-lo. 

E isso não é um convite. É uma intimação.

Todos ao gigante na quarta! Dá!


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