sexta-feira, 24 de junho de 2016

A grande decepção da temporada não está vindo do gramado.

O Oeste, aquele mesmo que nos fez rir em 2012, fez uma parceria com o Audax e até veio com o nome "AUDAX" na camisa. Pra vocês sentirem o naipe.

Eles, com o competentíssimo técnico Fernando Diniz, deram uma canseira no Vozão. Quase saem daqui com pontos, mas graças ao nosso santo Éverson, esse sonho não virou realidade.

Bill e Rafael Costa criaram boas oportunidades no primeiro tempo, mas desperdiçaram. E de quebra, Bill e Felipe ainda tomaram chapéu do goleiro do Oeste. Uma noite pra esquecer do nosso setor ofensivo.

Mas enfim, no segundo tempo, o Ceará abriu o placar com gol de rebote do meia que não deveria estar ali. Aquele, que tem um processo pra responder ali.

No final do jogo, o time paulista ainda criou uma oportunidade, mas são Éverson estava lá pra salvar. Como é bom goleiro esse Éverson.

G4, enfim. Foi com gol do jogador que não deveria nem estar nesse elenco, mas foi. (E sim, ainda quero que ele saia). Na raça, os resultados estão vindo. A torcida, não.

E é sobre isso que quero falar: porque diabos nossa torcida não comparece?

O único público acima de 10 mil pessoas nessa Série B foi na primeira rodada, naquele frustrante empate contra o Paysandu. Nossa média de público sequer supera os 8 mil pagantes, mesmo brigando na parte de cima. Mesmo agora no G-4.

O que falta pra torcida chegar junto? Um monte de pereba como em 2015, ano em que tudo deu errado e nossa média de público foi o dobro da atual? Uma promoção do ingresso que já não é caro? Vir um atacante de seleção?

É ridículo. Nem a inferior a torcida está lotando...

Nossa sequência de jogos em casa contém Náutico, Bahia, Criciúma e Vasco. Todos eles times cascudos. Todos eles na briga pelo acesso.

O Ceará precisa de você! Vista sua camisa e dirija-se ao Castelão. Nos ajude! Precisamos de estádio cheio para botar pressão nesses caras!
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Durante esses dias, foram especuladas as chegadas de Richarlyson e Ciel. Ambos com passagem pelo futebol daqui.

Esqueça o Ciel que foi reserva, fez meia dúzia de gols aqui em duas passagens e quase foi mandado embora por problemas com álcool. Nesses 6 anos, Ciel foi peça importante no time mais importante dos Emirados Árabes, o Al-Ahli, que recentemente teve Grafite e Éverton Ribeiro. Foi bicampeão da liga de Lá e por pouco o time dele não se sagra campeão da liga asiática.

Ciel pedia 150 mil para voltar. Para alguém que ganhava algo em torno de 500 mil por lá, até razoável. Infelizmente muito caro para as nossas pretensões.

Richarlyson, ex-time do outro lado, é aquele que pode jogar em várias posições. Vem de péssimas passagens por Chapecoense e Novorizontino. Ficou inativo após o fim do paulistinha e provavelmente não virá por menos de 50 mil. 

O próprio Carlos Kila, diretor de futebol, já se manifestou contrário a contratação. Mas não é ele quem dá a palavra final, então...digamos que as negociações seguem.






domingo, 19 de junho de 2016

Briga acirrada.

A 7ª posição parece até um castigo pra um time que se tivesse vencido o Joinville, empatado com o Luverdense ou não ter levado aquele gol ridículo do Paysandu aos 44 do segundo tempo (eu vou bater nessa tecla até o final do campeonato), estaria no G-4.

Mas não se enganem, estamos bem!

Quando jogamos bem, ganhamos. Quando não jogamos bem, não perdemos. O gol vem. O time erra menos. Os reservas não comprometem. 

Bill, Felipe, Sandro (pasmem) e Thallyson foram monstruosos contra o Brasil de Pelotas. O time foi meio morno contra o Joinville. Pode botar o ponto inteiro na conta do Richardson, que além de fazer o gol de empate, salvou uma chance de gol claríssima do Joinville. 

O jogo contra o Joinville também marcou a estréia de Rafinha, um atacante que o Ceará trouxe da Ferroviária, que teve uma grande chance de marcar, chegando até a fintar o zagueiro, mas preferiu bater colocadinho, fraquinho, e o goleiro defendeu fácil. Quis fazer gol bonito e jogou o gol fora. Potencial presepeiro, melhor Serjão ter uma conversa firme com esse garoto, porque isso é coisa de moleque...

Ricardinho genérico participou dos dois lances de perigo do Ceará no jogo. Do cruzamento na cabeça do baixinho Richardson ao passe magistral pro Rafinha. Pareceu até o Ricardinho original.

Mas enfim, não vencemos, e seguimos em 7º. A boa notícia disso tudo é que estamos com o mesmo número de pontos do 4º colocado e a 1 ponto do 3º. Aliás, próxima rodada se vencermos e o Atlético Goianiense não, passamos dele.

Nenhum dos 6 primeiros ganhou seus jogos. Nem o Vasco! Quem tirou a sorte grande esta rodada foi o CRB de Alagoas, que venceu o Atlético Goianiense em pleno Serra Dourada, subiu para a 3ª posição. O Bahia perdeu e Náutico e Criciúma empataram depois de quase terem perdido.


A boa notícia para nós é que jogaremos os próximos 2 jogos em casa. Um contra o organizado e nada mais Oeste e outro contra o perigoso Náutico.

Todos ao Castelão. O único ponto negativo do time não está no gramado, e sim nas arquibancadas! 6 mil pra um time na briga pelo acesso é vergonhoso! Não somos o Bragantino, porra! 

A hora é de apoiar. Esses pontos valem ouro!

sexta-feira, 10 de junho de 2016

3 jogos, 9 pontos.

Foram 3 adversários neste tempo: O Goiás e o Londrina em casa e o Sampaio Corrêa fora.

Contra o Sampaio, um jogo que poderia ter sido mais tranquilo se não fosse a nossa defesa dar 2 vacilos. Mas Felipe estava num dia inspirado e saiu arrancando do meio campo, driblou o homem de defesa e marcou o gol que explica que o time é ele e mais 10. Rafa fez de pênalti e até RONI (Pasmem!) deixou o dele, e o gol que daria os 3 pontos a nós.

 Contra o Londrina, depois de duas vitórias, um decepcionante público de menos de 9 mil.

 As oportunidades poucas mais perigosas deles, quando não esbarravam em São Éderson, São Travessão dava seu jeito. Sandro continua destoando do grupo, mas conseguiu não prejudicar o time. Pontos positivos foram as boas partida de Thallyson, Eduardo, Roni, Felipe e Rafael Costa, que aos 17 minutos do segundo tempo, nos tirou do pesadelo de perder mais pontos em casa. Segundo jogo seguido que o mito não passa em branco.

Depois do gol, o Ceará não conseguiu criar mais nada. Era ataque contra defesa. meia hora interminável do time do Londrina tocando bola e o Ceará só recuperando na raça, dando chutão, tentando chegar ao ataque e torcendo pra que a ruindade do time do Londrina não empatasse o jogo.

O fim do jogo trouxe alívio, alegria e a sensação de que 2015 e a maré de azar tinham de fato acabado. 9 pontos em 3 jogos, e esse ano, a briga é em cima! 

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Contra o Luverdense, sem Felipe e nem Bill, expulso idiotamente. Além deles, Ewerton Páscoa e Antônio Carlos, além de Serginho e Cametá. Sair do MT com 1 pontinho vai ser jogo.

Liberar apenas as inferiores da Arena Castelão é uma boa ideia pra mitigar o ABANDONO e a ACOMODAÇÃO da nossa torcida. Time vindo de 2 vitórias, prestes a conseguir a terceira e nem 9 mil almas no Castelão. Triste.

Rafinha e o indesejado Wescley seguem treinando em Porangabuçu. E ao que tudo indica, Neto Berola virá. Inchar elenco de novo? E depois culpa-se a quem se os salários atrasam?

Próximo jogo, Ceará ao menos empatando, tem que lotar. Se perder, tem que dar no mínimo 10 mil, porque este ano a briga vai ser em cima. E ganhando, tem que ter gente de fora porque não conseguiu ingresso. Não há desculpa.



sexta-feira, 3 de junho de 2016

Da apatia à euforia.

Sabendo que há um monte de times abaixo de nós nessa Série B, e que vinha uma boa sequência, antes, o nosso também-não-lá muito-bom elenco tinha uma pedreira pela frente, ou aparentemente, já que o Goiás era um dos que caiu da Série A ...

Com o time em baixa, apenas 5 mil testemunhas se deslocaram até o Castelão. Não tem outra: time que não ganha, torcida que não vai. O jogo pode ser em estádio longe, horário merda, contra time tosco, mas se o time estiver bem, a torcida vai. Não a toa já vi 40 mil pessoas num Castelão em plena terça-feira contra um Bragantino. Esse ano, sem o time ganhar uma em casa e vindo de uma goleada para um Avaí em crise e desfalcado, nem a inferior lotou.

Mas deixando de falar dos pontos negativos e da apatia das primeiras rodadas, vamos a este.

O Goiás, de jogadores como o veterano Wendel e os bons Wesley Matos, Renan e Jhon Cley, foi quase incapaz de sair para o ataque, criando nenhuma oportunidade. Num vacilo da defesa goiana, deram o presente de aniversário do clube: Felipe, cara a cara com o goleiro, chutou colocado e deixou o mesmo a ver navios. 1 a 0 e fim parcial da pressão.

O gol acordou os goianos, que enfim, deram um chute a gol. Mas temos Éverson debaixo das balizas, então...seguiu 1x0.

Pouco depois, passe magistral de Bill, de calcanhar para Felipe, que cruzou em direção a Tomás Bastos, mas Ramires, de carrinho, chegou primeiro...e empurrou a bola pra dentro do gol! 2 a 0! E ali a segunda vitória se aproximava e o pessimismo se esvaía...

No segundo tempo, Richardson e Rafael Costa brincaram de perder boas oportunidades de matar o jogo, e aí já viu, né? Gol dos caras num chute que o atacante deles talvez nunca mais acerte na vida, aos 31 do 2T. E aí, volta a pressão. O jogo tranquilo se transforma em um "15 minutos pra não tomar gol e segurar a vitória".

Aí o time goiano coloca Cassiano em campo. Aquele mesmo, que fez aquele gol que até hoje a torcida do time do lado de lá comemora. A pressão aumenta: tomar um gol daquele cara, além de tirar nossa vitória, ainda aumentaria a provocação e pioraria muito o ambiente do time. E o cara até teve uma boa chance. UMA boa chance. Éverson não chegaria, mas a bola acabou saindo.

Cassiano é o típico cara ruim que faz um gol antológico uma vez na vida e vira ídolo. Talvez aquele gol tenha sido o maior feito da carreira dele.

O jogo acaba. O fantasma do ídolo do time do lado de lá (é preciso muito pouco pra virar ídolo do time do lado de lá) exorcizado, o jejum de vitórias chega ao fim e a torcida que já tinha dor de cabeça com mais um elenco caro que iria brigar pra não cair agora já visualiza uma vitória sobre o fraco Sampaio e sobre o Londrina em casa, resultados altamente possíveis, e já sonha com uma briga na parte de cima.

Nada como uma vitória para acalmar os ânimos...

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Com apenas as inferiores liberadas, mesmo com um público bem merda, a sensação era de um estádio com um bom público. Contra o Londrina, será o mesmo esquema, e se vencermos o Sampaio, aquilo certamente lota.

Pela proximidade da torcida do campo, deve colocar ainda mais pressão nos paranaenses com aquilo lotado.

Robinson, meu caro presidente, entenda: Contratar um jogador acusado de violência doméstica será algo mais vergonhoso do que cair para a Série D. Com as luzes do país voltadas para o combate aos crimes de violência contra a mulher, o Ceará não pode andar na contramão dessa corrente.

Se, caso se, e somente se, o jogador em questão for inocentado de tais acusações, aí sim, não haverá problema em contratá-lo. 

A propósito, ô mídia medíocre, um aviso: NÃO HÁ UM CONTRATO ASSINADO. O JOGADOR EM QUESTÃO NÃO É DO CEARÁ. ELE APENAS TREINA NAS DEPENDÊNCIAS DO CEARÁ.






















quinta-feira, 2 de junho de 2016

102

Hoje se comemora o quê, afinal?

Os 102 anos da expressão mais antiga do Futebol Cearense ainda existente, enquanto as outras se dissolviam por falências, encerramento de atividades, dissoluções, especulação imobiliária entre outros mil motivos.

Aquela, que já nasceu ganhando tudo, 5 anos seguidos. Única até os dias de hoje. Aquela que causou tanto ódio que fez o fundador da Federação dissolver sua criatura, numa tentativa desesperada de apagar os feitos dela.

Aquela que conquistou o Nordeste, e não satisfeita, o Norte também. 

Aquela que ganhou três títulos de forma consecutiva e, comandado por um dissidente de seu principal adversário, conquistou o quarto de forma dramática, no apagar das luzes, impondo a aqueles o 4º vice-campeonato seguido.

Aquela cuja torcida rompeu os portões do antigo Castelão para lhe ver em uma final de competição nacional.

Aquela que foi assolada por uma grande crise que se arrastou por quase uma década e se deu por encerrada com a chegada de um novo presidente, que reformulou o clube em todos os aspectos e trouxe a ela um milagroso acesso à elite do futebol nacional, que não vinha há 16 anos.

Aquela que reuniu mais de 100 mil dos seus em uma avenida da capital na comemoração deste acesso. Aquela cujos seguidores lotaram até aeroportos, e pararam a cidade para comemorar tal feito.

Aquela que, 46 anos depois, voltaria a conquistar a região, de forma invicta, única.

Aquela que existe há 102 anos, e continuará a existir por talvez 102 mais, quem sabe? Pois em cada coração alvinegro existe um pedaço dela.

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