Com o time em baixa, apenas 5 mil testemunhas se deslocaram até o Castelão. Não tem outra: time que não ganha, torcida que não vai. O jogo pode ser em estádio longe, horário merda, contra time tosco, mas se o time estiver bem, a torcida vai. Não a toa já vi 40 mil pessoas num Castelão em plena terça-feira contra um Bragantino. Esse ano, sem o time ganhar uma em casa e vindo de uma goleada para um Avaí em crise e desfalcado, nem a inferior lotou.
Mas deixando de falar dos pontos negativos e da apatia das primeiras rodadas, vamos a este.
O Goiás, de jogadores como o veterano Wendel e os bons Wesley Matos, Renan e Jhon Cley, foi quase incapaz de sair para o ataque, criando nenhuma oportunidade. Num vacilo da defesa goiana, deram o presente de aniversário do clube: Felipe, cara a cara com o goleiro, chutou colocado e deixou o mesmo a ver navios. 1 a 0 e fim parcial da pressão.
O gol acordou os goianos, que enfim, deram um chute a gol. Mas temos Éverson debaixo das balizas, então...seguiu 1x0.
Pouco depois, passe magistral de Bill, de calcanhar para Felipe, que cruzou em direção a Tomás Bastos, mas Ramires, de carrinho, chegou primeiro...e empurrou a bola pra dentro do gol! 2 a 0! E ali a segunda vitória se aproximava e o pessimismo se esvaía...
No segundo tempo, Richardson e Rafael Costa brincaram de perder boas oportunidades de matar o jogo, e aí já viu, né? Gol dos caras num chute que o atacante deles talvez nunca mais acerte na vida, aos 31 do 2T. E aí, volta a pressão. O jogo tranquilo se transforma em um "15 minutos pra não tomar gol e segurar a vitória".
Aí o time goiano coloca Cassiano em campo. Aquele mesmo, que fez aquele gol que até hoje a torcida do time do lado de lá comemora. A pressão aumenta: tomar um gol daquele cara, além de tirar nossa vitória, ainda aumentaria a provocação e pioraria muito o ambiente do time. E o cara até teve uma boa chance. UMA boa chance. Éverson não chegaria, mas a bola acabou saindo.
Cassiano é o típico cara ruim que faz um gol antológico uma vez na vida e vira ídolo. Talvez aquele gol tenha sido o maior feito da carreira dele.
O jogo acaba. O fantasma do ídolo do time do lado de lá (é preciso muito pouco pra virar ídolo do time do lado de lá) exorcizado, o jejum de vitórias chega ao fim e a torcida que já tinha dor de cabeça com mais um elenco caro que iria brigar pra não cair agora já visualiza uma vitória sobre o fraco Sampaio e sobre o Londrina em casa, resultados altamente possíveis, e já sonha com uma briga na parte de cima.
Nada como uma vitória para acalmar os ânimos...
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Com apenas as inferiores liberadas, mesmo com um público bem merda, a sensação era de um estádio com um bom público. Contra o Londrina, será o mesmo esquema, e se vencermos o Sampaio, aquilo certamente lota.
Pela proximidade da torcida do campo, deve colocar ainda mais pressão nos paranaenses com aquilo lotado.
Robinson, meu caro presidente, entenda: Contratar um jogador acusado de violência doméstica será algo mais vergonhoso do que cair para a Série D. Com as luzes do país voltadas para o combate aos crimes de violência contra a mulher, o Ceará não pode andar na contramão dessa corrente.
Se, caso se, e somente se, o jogador em questão for inocentado de tais acusações, aí sim, não haverá problema em contratá-lo.
A propósito, ô mídia medíocre, um aviso: NÃO HÁ UM CONTRATO ASSINADO. O JOGADOR EM QUESTÃO NÃO É DO CEARÁ. ELE APENAS TREINA NAS DEPENDÊNCIAS DO CEARÁ.
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