De impossível a difícil, de difícil a possível, e de possível a cumprida.
Ok, sejamos francos: O ano todo foi uma tragédia depois da Copa do Nordeste e o que viesse seria prejuízo, mas ser rebaixado para o torneio dos amigos do Fortaleza em 2016 significaria o fim de quaisquer pretensões de disputar o título da Copa do Nordeste, além de nos deixar a duas divisões de distância da Série A, e o time foi heroico nessa reta final para impedir isso.
Com o pior primeiro turno da história alvinegra, o time no segundo turno conseguiu significativas boas sequências com Marcelo Cabo e principalmente com Lisca, ele que comandou o time na incrível reação que começou com uma surpreendente vitória contra o Botafogo em pleno Estádio Nilton Santos.
Com a vitória sobre o líder, e as 4 vitórias nos 4 jogos seguintes chegamos a 41, numa arrancada que não só pôs o Ceará de volta ao jogo como o tirou da zona momentaneamente.
Enfim, o Ceará chegou à última rodada com chances de escapar, mas precisando quase que obrigatoriamente da vitória, pois era arriscado confiar num Paysandu de férias...
Para o último duelo, no Castelão, o maior público da Série B. Aquela tarde não podia ter um final infeliz...não teve, mas teve um final sofrido, como toda a nossa temporada.
Primeiro tempo...time nervoso, errando passes, Macaé administrando e jogando no erro. Sem pressa alguma. Os segundos voavam, a angústia crescia, até que...PÊNALTI!
Rafael Costa pra bola, silêncio no estádio...e depois barulho! Gritos ensurdecedores! GOL! 1x0 e o Ceará saindo da zona de vez e invertendo a situação para o Macaé.
O segundo tempo veio, e vieram grandes oportunidades de matar o jogo, todas elas desperdiçadas. Fabinho e Mazola brincaram de perder gols bestas pela última vez nessa temporada, e se tudo der certo, nesse clube também.
E como nada no Ceará é fácil, o Macaé criou duas grandes oportunidades, quase fazendo valer a máxima de "quem não faz, leva".
Quase.
Éverson, nosso novo Camisa 1, fez duas defesas cinematográficas, que fizeram o coração de cada alvinegro disparar. Uma inclusive pelo minuto 46 do segundo tempo. Se entra, todo o trabalho da reação vai por água abaixo...
O apito final explodiu o Castelão em lágrimas, gritos, alegria...chegava ao fim uma temporada que nos trouxe agonia, decepções, alegria e esperança. Sim, a esperança de manter uma base do time do segundo turno para a temporada 2016 e voltar a lutar na parte de cima da Série B.
Mas, nessa temporada, missões cumpridas: Evitar o desastroso rebaixamento, contribuir com a manutenção do técnico e de bons jogadores, além de almejar a maior reação da história e deixar pronta uma base para ano que vem.
2016 promete ser um ano bem melhor.

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