Contra o Oeste era vencer ou vencer. Empatou, e na bacia das almas, pois quase perde. Empatou jogando porra nenhuma, o que é ainda mais desolador.
Sabíamos da importância dos pontos acumulados durante a seqüência em que enfrentaríamos Santa Cruz, Sampaio Corrêa e Bahia. Só que já precisaríamos retomar o rumo das vitórias contra o Oeste. E mesmo com 22 mil pessoas empurrando o time no Castelão, nada feito.
Começou até bem o Ceará, com a brincadeira sem graça de sempre de desperdiçar boas chances, e depois viu o Oeste criar ótimas oportunidades e deixar a torcida alvinegra apreensiva.
Tudo deu certo no gol do Oeste. O passe deixou os defensores a ver navios, a bola que bateu em Luis Carlos voltou para os pés do atacante do Oeste que mandou pro gol com a tranquilidade de quem descasca uma banana. Sorte que o gol de empate ainda veio no primeiro tempo, com mais um gol do gordinho artilheiro Rafael Costa, após cruzamento do Ricardinho, que deve estar feliz da vida com sua assistência, mesmo com o péssimo resultado.
Aliás, não entendo como um time que engrenou uma sequência sem Ricardinho agora é completamente dependente dele, e consequentemente não ganha.
E achando pouco o péssimo resultado, o craquinho ainda volta a fazer o que sabe de mais irritante: chutar de longe pra caralho!
Ainda levou sorte o Ceará de o Oeste ter posto uma bola na trave e ter tido um gol anulado, além de Luis Carlos ter feito uma defesa cinematográfica numa cabeçada de Mazinho.
Vaias mais que merecidas para um time que, em casa, contra um time da zona de baixo e precisando do resultado, quase sumiu no segundo tempo. Pena que nenhuma dessas vaias foram direcionadas ao craquinho de 3 milhões e seus chutes da puta que o pariu.
Agora, estamos 1 ponto atrás das previsões. Teremos que compensar contra Botafogo, Criciúma, América-MG ou Vitória, ou secar muito o Macaé e o Oeste.
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Eninho foi péssimo na estreia, mas vale ressaltar que não vinha jogando e já entrou nos minutos finais. Ainda tenho esperanças nele, mas faço a mesma ressalva que fiz para Júlio César: Paciência até o homem entrar em forma.
Retorno de Baraka não é um reforço, é um desfalque.
Júlio César reserva de Alex Amado? Por que, ó Deus?
Os inseguros Gilvan e Sandro, respectivamente por suspensão e lesão saem para a entrada de Thiago Carvalho e Charles. Wescley foi vetado e Mazola relacionado como meia. Diretoria parece ter perdido a paciência com Bernardo.
Então, hoje é mais uma vez torcer: Torcer para que a zaga não entregue a rapadura, que as mãos de Luís Carlos estejam afiadíssimas, que Baraka não precise entrar e inutilmente para que Ricardinho não fique chutando de longe toda maldita bola que domina, ao invés de dar uma assistência ou tentar uma jogada ou cruzamento...

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